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A solução em detalhe

Quatorze telas, uma pergunta: como está este açude?

Cada módulo da plataforma existe para tirar uma dúvida que, hoje, só se resolve montando a resposta de cabeça a partir de sete lugares diferentes. Aqui estão todos, agrupados pela pergunta que respondem. As imagens são capturas reais, com dados simulados.

Grupo 1 · Ver

Onde está o açude e como ele está.

Três telas que respondem à pergunta do gestor antes de ele abrir qualquer outra.

01 · Painel

O retrato completo de um reservatório

O painel abre pelo estado da organização e, logo abaixo, mostra o reservatório escolhido com tudo o que o engenheiro e o gestor precisam ver antes de decidir — na ordem em que a decisão acontece. A resposta vem numa única requisição.

  • Volume útil medido, perda de capacidade, cobertura da campanha e borda livre.
  • Gêmeo 3D compacto e curva cota-área-volume lado a lado.
  • Assoreamento entre campanhas, com o intervalo em anos ao lado.
  • Prazo da revisão periódica, laudo e pendências.
  • Lista do que falta no cadastro — e o que cada campo ausente desliga.
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Painel do reservatório com indicadores, seletor de açudes, volume, gêmeo compacto e curva cota-área-volume.
FIG. 01 · Painel do reservatório dados simulados

02 · Mapa vivo

Todos os ativos num mapa só

Os reservatórios cadastrados, o rastro do barco durante a missão, as sondagens e as camadas de batimetria, num mapa vetorial leve mesmo com muitos pontos. É a entrada para quem opera mais de um açude.

  • Contorno de cada reservatório, com a procedência declarada.
  • Posição dos barcos em tempo real, pelo mesmo canal que leva alertas e eventos.
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Mapa da plataforma com os reservatórios cadastrados sobre o relevo.
FIG. 02 · Mapa vivo dados simulados

03 · Gêmeo digital

O leito, em camadas e no tempo

Reconstrução do fundo por krigagem, com cinco camadas independentes, exagero vertical e inclinação ajustáveis e o norte sempre alinhado ao mapa. Ligue duas campanhas e afaste-as na vertical: o vão entre os leitos é o volume perdido.

  • Espelho d’água, leito, parede, isóbatas de 2 m e sedimento.
  • Cobertura da campanha contra o contorno cadastrado, com aviso de levantamento parcial.
  • Qualidade da interpolação à vista: RMSE, erro de volume e incerteza.
engenheirogestor
Render tridimensional do leito de um reservatório.
FIG. 03 · Gêmeo digital · render do modelo 3D dados simulados

Grupo 2 · Medir

Do plano à campanha.

Planejar, executar e acompanhar o trabalho de campo — sem depender de quem lembra de cada etapa.

04 · Planejar missão

Desenhe a área; a plataforma gera a varredura

O operador marca a área sobre o espelho d’água. O plano sai com transectos recortados pelo contorno, espaçamento e direção ajustáveis, estimativa de área útil, número de linhas e duração em horas de barco.

  • Linhas de reposicionamento em âmbar: o barco troca de transecto sem medir, e o plano conta esse tempo.
  • Pontos de coleta validados contra o contorno — ponto em terra não entra na missão.
  • Plano gerado em poucos segundos, mesmo num açude de milhares de vértices.
operador
Planejamento de missão com a área desenhada e as linhas de varredura.
FIG. 04 · Planejar missão dados simulados

05 · Missões

Do início ao check-in, com retorno visível

A lista de missões mostra o estado de cada uma. O check-in resume o que chegou — sondagens, medições, amostras — e dispara o processamento pesado. A plataforma avisa quando o gêmeo fica pronto, e quando uma tarefa falha: nada acontece em silêncio.

  • Três tarefas encadeadas no check-in — limpeza, gêmeo e alertas — e o laudo, gerado por quem o pede.
  • Avisos em tempo real quando uma campanha termina de processar.
operadorengenheiro

Como o aviso chega

O worker publica o início, a conclusão e a falha de cada tarefa no mesmo canal que leva alertas e posições. O indicador do cabeçalho tem três estados — sem conexão, degradado (a interface responde, mas o trabalho pesado não está sendo feito) e ao vivo.

06 · Frota

Cada barco, sua telemetria e seu silêncio

Estado, posição, bateria e enlace de cada veículo, com sensores, calibração e comandos. A tela diferencia “parado” de “sem contato”: um barco que parou de falar há minutos é um caso diferente de um barco ancorado.

operador
Frota com dois veículos de superfície, estado e posição.
FIG. 05 · Frota dados simulados

Grupo 3 · Entender

O que os dados dizem — e o que não dizem.

07 · Séries

Água e clima no tempo, contra a norma

Séries de pH, turbidez, oxigênio dissolvido, clorofila-a, condutividade e temperatura, com as faixas da CONAMA 357/2005 desenhadas sobre o gráfico e a tabela de quantas leituras ficaram fora do limite. A resolução se ajusta à largura do período.

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Série temporal de chuva com indicadores de leituras, média, mínimo e máximo.
FIG. 06 · Séries temporais dados simulados

08 · Qualidade do dado

O que não passou na entrada, e a cadeia de custódia

Dado que chega dos barcos e não passa na validação fica visível de propósito: ingestão que rejeita em silêncio esconde sensor quebrado. A mesma tela mostra a cadeia de custódia das amostras — cada passo carrega o hash do anterior, e alterar um quebra o encadeamento.

  • Quarentena com o motivo de cada rejeição.
  • Frasco a frasco: do campo ao laudo do laboratório.
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Tela de qualidade do dado com a quarentena da ingestão vazia e a cadeia de custódia das amostras.
FIG. 07 · Qualidade do dado dados simulados

09 · Estações

De onde vem o dado que não é do barco

Chuva, vento, radiação e temperatura do ar entram no balanço do reservatório e na explicação dos alertas. A tela mostra o estado da coleta de cada estação, há quanto tempo ela falou e a que distância fica do reservatório — acima de 30 km, pode ser outra bacia, e a plataforma diz isso.

engenheiro
Estações meteorológicas com estado da coleta, parâmetros e distância ao reservatório.
FIG. 08 · Estações dados simulados

10 · Alertas

Cada alerta mostra por que existe

Severidade, ativo, valor observado contra o limite, recomendação e a base da decisão — critério, norma e origem — visíveis por padrão, e não atrás de um clique. Reconhecer, resolver ou marcar como falso positivo; este último vira rótulo de treino.

  • Regras de água, de coleta, de assoreamento e de floração.
  • Um alerta sobre levantamento parcial desce de crítico para atenção e recomenda completar a campanha.
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Alertas em aberto com severidade, descrição, recomendação e base da decisão.
FIG. 09 · Alertas dados simulados

Grupo 4 · Provar

Evidência que o regulador pode conferir.

11 · Relatórios

O laudo, com hash e pendências à vista

O relatório auditável é a entrega final: curva cota-área-volume, assoreamento, alertas com explicação e metadados do dado. A tela abre pelas campanhas aguardando laudo — o que ninguém lembra de gerar — e cada laudo emitido mostra seu SHA-256 para conferência sem acesso ao banco.

  • Assinatura com número de ART e declaração de responsabilidade técnica.
  • Quem não tem CREA cadastrado vê “assinatura exige CREA”, no lugar do botão.
engenheirogestor
Dois laudos de Inspeção de Segurança Regular emitidos, com hash SHA-256, botões para abrir o PDF e assinar.
FIG. 10 · Laudos emitidos dados simulados

12 · Auditoria

Toda ação sensível, registrada e só de acréscimo

Criação de ativo, início de missão, check-in, tratamento de alerta, assinatura de laudo, comando ao barco e login: cada ação grava quem, o quê, quando e de onde, com os valores antes e depois. A trilha só aceita acréscimo — o auditor lê e não altera.

  • Até a ordem ao barco que não chegou fica registrada: a intenção é auditada antes da tentativa de envio.
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Por que não há captura desta tela

A trilha mostra o e-mail de cada pessoa que agiu, e um site público não é lugar para isso. É a única tela da plataforma que esta página não exibe.

Grupo 5 · Operar

O que mantém tudo de pé.

13 · Processamento

A janela da fila assíncrona

O trabalho pesado é sequencial: uma tarefa por vez, para que uma krigagem grande não dispute memória com outra. Quando algo demora, a resposta quase nunca é “travou” — é “há uma campanha de 134 mil sondagens na frente da sua”. A tela mostra o worker, a fila e as falhas, com o motivo.

  • Batimento do worker: um processo que morre não anuncia, então a ausência do sinal é o anúncio.
  • Tarefas que esgotam as tentativas aparecem com a mensagem de erro, sem expor detalhes internos.
operador
Tela de processamento com o estado do worker, a fila e as falhas.
FIG. 11 · Processamento dados simulados

14 · Cadastrar barragem

Do nome ao gêmeo preliminar, em minutos

Um reservatório entra pelo nome e pela posição: o contorno é buscado em fontes abertas, ou importado de um DXF. A procedência de cada grandeza — cota, contorno e volume de projeto — é registrada, porque ela entra no laudo.

  • Sem batimetria, a plataforma gera um gêmeo preliminar pela forma do contorno, com profundidade suposta por talude — marcado em toda saída como estimativa.
  • Um gêmeo preliminar nunca é comparado com um levantamento: suposição não é medição.
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Estado declarado

Procedência em três campos

Fonte da cota (marégrafo, linígrafo, RTK…), fonte do contorno (levantamento, satélite, aberta, traçado) e fonte do volume de projeto (batimetria, projeto, outorga, SNISB, estimado ou desconhecido). Cada uma aparece onde o número é usado.

Extra · Simulador de barramentos

O degrau anterior ao primeiro.

Antes de contratar um levantamento, a pergunta é se o vale vale a pena. O simulador responde com o relevo público — e diz, em português, quando o modelo não sustenta a resposta.

CálculoComo é feito
Volume e espelho d’águaPor conectividade hidráulica, e não por soma ingênua. Somar tudo abaixo da cota inclui depressões sem ligação com o vale — no vale de teste, a soma ingênua deu 4,2 vezes o volume real.
Curva cota-área-volumeA mesma integração do gêmeo digital, para o simulado e o medido serem comparáveis.
Volume de aterroSeções médias trapezoidais ao longo do eixo.
Evaporação anualGovernada pela área do espelho — o que quase ninguém olha.
Bacia de contribuiçãoPreenchimento de depressões, direções de escoamento D8 e delimitação.
Afluência anualMétodo racional, sempre em faixa, nunca em valor único.
Faixa de incertezaPropagada do erro vertical do modelo de elevação. Quando supera o próprio volume, o simulador diz que o barramento não se dimensiona com aquele relevo.
Enquadramento legalLei 12.334/2010: o que sai do relevo — e o que não sai, como o dano potencial a jusante.
Relevo próprioGeoTIFF do seu levantamento, lido no navegador, até 10 GB, por fatias. O arquivo nunca sai do computador.
Laudo ilustradoCinco figuras em alta resolução (de 239 a 269 pontos por polegada), prontas para impressão.

Abrir o simulador

O que ele não sabe: não enxerga debaixo d’água (onde já existe açude, o modelo vê a superfície de fevereiro de 2000), não é projeto, e não fecha o enquadramento legal. É triagem — serve para descartar sítios ruins e ordenar candidatos antes da topografia.

Princípio · O que a plataforma recusa

Uma ferramenta de laudo vale pelo que se recusa a fazer.

Não infla um número

Perda de capacidade sobre levantamento parcial é escrita como limite superior, e o alerta não passa de “atenção”.

Não finge previsão

A classe de risco de floração é marcada como medida, não prevista, até o modelo M2 ter série de campo para treinar.

Não assina por ninguém

O laudo pronto e sem assinatura aparece como pendência. A responsabilidade técnica é do engenheiro com ART.

Não esconde lacuna

Campo ausente no cadastro vira lista do que preencher e do que isso destrava — em vez de um painel em branco.

Não troca medição por suposição

O gêmeo preliminar é tarjado em toda saída e nunca entra numa comparação de assoreamento.

Não usa estação de outra bacia em silêncio

Acima de 30 km, a tela pede para conferir se a chuva medida é a do reservatório.

leito Próximo passo

Quer ver a plataforma trabalhando com o seu reservatório?

Conte qual é a barragem e qual decisão depende dela. A equipe responde com o que a plataforma entrega hoje, o que está em construção e como uma primeira campanha seria planejada.